segunda-feira, 23 de abril de 2012

Audiência Pública pelo Autismo em Curitiba


“Audiência Pública sobre Políticas de Proteção ao Autismo no Paraná”

No próximo dia 25 de abril (quarta-feira) às 9:00, Audiência Pública no Plenarinho do Centro Legislativo da Assembleia Legislativa do Paraná, para debater e apresentar o Prejeto da Lei do Autismo no Estado.

Local: Plenarinho do Centro Legislativo Presidente Aníbal Khury.

Assembleia Legislativa do Paraná - ALEP
Praça Nossa Senhora da Salete s/n - Centro Cívico - Curitiba PR.





Divulguem e compareçam vestidos de azul !!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Secretário dos Direitos das Pessoas com Deficiência estuda projetos de apoio a crianças com autismo em Curitiba

fonte: Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba


Na última semana, o secretario dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Curitiba, Irajá de Brito Vaz, recebeu em seu gabinete a visita de representantes da UPPA (União de Pais pelo Autismo) e do Centro de Conviver (Centro de Atendimento Especializado em Autismo).

Na reunião, Irajá conheceu os projetos da UPPA e recebeu propostas da associação pela inclusão de crianças com autismo.

 A associação que integra de pais de crianças com autismo em Curitiba foi criada em 2010. O Centro de Conviver atende a pessoas com autismo desde 1998. As atividades da UPPA e do Centro Conviver podem ser acompanhadas no site:http://www.convivendocomautismo.blogspot.com/.

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em Dezembro de 2007, o dia 2 de Abril como o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo. A iniciativa visa a integrar os esforços internacionais para a promoção da maior compreensão do autismo e da qualidade de vida e inclusão das pessoas com Perturbações do Espectro do Autismo (P.E.A.).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano Novo: Simples Assim!


video


Pouco antes da meia noite, assistindo e curtindo o fogos =)



PS. Meu celular só filma assim "de lado"


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Podcast - Entrevista sobre uso do Ipad no tratamento e educação de crianças com autismo

Vladimir Campos entrevista o psicólogo e presidente da Casa da Esperança, Alexandre Costa e Silva, sobre o uso do iPad no tratamento e educação de crianças com autismo. Com a participação de Otávio Cordeiro.

Entrevista muito didática e explicativa, vale a pena ouvir.

http://iphonehoje.applegenio.com/podcast/itech-hoje/ipad_e_autismo/

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Minhas Reflexões

Hoje é o Dia Nacional da luta da pessoa com deficiência, parabéns a todos que lutam pela busca de direitos de seus diretos e de seus familiares!

Refletindo...Toda vez que leio o significado da palavra deficiência, não consigo chegar a uma conclusão se o AUTISMO, pode ser considerado uma deficiência, afinal é uma síndrome, um conjunto de sinais que acomete várias áreas do desenvolvimento humano, não pode ser mensurado, não há estigmas físicos que revelem as dificuldades de socialização, comunicação e imaginação... é preciso ter o mínimo de contato com uma pessoa com autismo para perceber esses sinais, vivenciar no dia a dia os problemas de comportamento existentes. ... ... Para conhecer e ententer, ou pelo menos tentar entender o autismo é necessário conviver, fazer uso da prática da inclusão e não da exclusão, compreender que uma pessoa TEM autismo, não é apenas um AUTISTA. O autismo afeta toda a família, não só a pessoa - arriscaria dizer que é a família que tem o autismo - e dando atenção à família será possivel apoiar e promover o desenvolvimento global, incentivando socialização e potencialidades... Divulgar, buscar a conscientização da sociedade e do poder público, garantir todos os diretos legais, em fim... exercer a cidadania!

sábado, 10 de setembro de 2011

"Lembrança do Mundo Antigo"

Em 11 de setembro de 2001, eu tinha descoberto há pouco mais de uma semana que meu Gabriel estava a caminho, vendo às imagens dos ataques e todo aquele terror, apenas uma coisa me vinha à cabeça: Para que mundo estou trazendo meu bebê?
10 anos se passaram, não tenho uma resposta pronta, somente a certeza de que meu filho vive num mundo, onde tentamos melhorar todos os dias, vivendo um dia de cada vez... só depende de nós fazer esse mundo melhor!!!

Poema de Drummond, lido durante uma cerimônia em homengem aos passageiros que enfrentaram os sequestradores em 2001

"Clara passeava no jardim com as crianças.
O céu era verde sobre o gramado,
a água era dourada sob as pontes,
outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados,
o guarda-civil sorria, passavam bicicletas,
a menina pisou a relva para pegar um pássaro,
o mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era tranquilo em redor de Clara.
As crianças olhavam para o céu: não era proibido.
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo.
Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,
esperava cartas que custavam a chegar,
nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim, pela manhã!!!
Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!!"

Carlos Drummond de Andrade
(do livro Sentimento do Mundo)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Instituição ajuda autista em cognição e sociabilidade



"Instituição ajuda autista em cognição e sociabilidade
Por Sandra O. Monteiro - sandra.monteiro@usp.br Publicado em 31/agosto/2011 Editoria : Sociedade Imprimir


Evolução tem relação com a gravidade da manifestação do distúrbio
Adolescentes autistas quando recebem regularmente atendimento ambulatorial e acompanhamento institucional diário acabam por ter maior possibilidade de desenvolvimento de atos comunicativos vocais, gestos e verbalização. Consequentemente, apresentam melhora na qualidade de vida por adquirirem maior clareza em suas manifestações e maior inserção social. “ É possível observar que, mesmo na adolescência, a pessoa com distúrbio do espectro do autismo pode apresentar evolução na linguagem e que os aspectos sociocognitivos, linguagem e socialização estão relacionados também à gravidade do quadro”, descreve a fonoaudióloga Danielle Azarias Defense Netrval que realizou um estudo sobre o tema na Faculdade de Medicina (FM) da USP.
Na pesquisa, Danielle procurou traçar o perfil e desenvolvimento destes jovens, considerando aspectos sociocomunicativos (convivência em sociedade), sociocognitivos (conhecimento sobre o mundo que os cerca) e comportamentais.
A análise envolveu um grupo de 8 adolescentes ( de 12 anos completos a 16 anos incompletos) que realizam tratamento integral, multidisciplinar e especializado (de segunda á sexta-feira, das 8 às 17 horas) num centro de vivência em São Paulo e que apresentaram laudo médico (psiquiátrico e/ou neurológico) de distúrbio do espectro do autismo sem outras comorbidades. Os adolescentes foram acompanhados durante seis meses. Danielle relata que “o número pequeno de pacientes estudados foi decorrente da busca de um grupo mais homogêneo”.
MetodologiaPara a coleta de dados foram escolhidos quatro instrumentos de avaliação: dois questionários (Escala Diagnóstica “Autism Behavior Checklist” – ABC e a de Adaptação Sócio – Comunicativa) e dois outros protocolos que foram utilizados para analisar as filmagens de adolescentes (Perfil Funcional da Comunicação e Teste de Desempenho Sócio – Cognitvo).
Os dois questionários foram respondidos por pais e terapeutas. A intenção da Escala ABC foi avaliar os comportamentos e áreas mais afetadas dentro da tríade socialização, cognição e linguagem. Já em relação ao questionário de desempenho sociocomunicativo, a pretensão foi verificar a adaptação sociocomunicativa de cada jovem e determinar em que nível cada um se encontrava. Segundo a pesquisadora, “as duas avaliações foram feitas apenas na primeira coleta da pesquisa devido à alta rotatividade da equipe técnica de profissionais da Instituição e à necessidade de maior familiaridade entre pacientes e terapeutas.”
No estudo longitudinal realizado houve a coleta de dados em três momentos num período de seis meses, sendo feita uma filmagem espontânea de 15 minutos de cada jovem e outra numa situação teste. Estas filmagens correram no intervalo de três meses entre elas.
As filmagens em situações espontâneas foram realizadas no horário de almoço dos adolescentes, buscando manter a situação de coleta o mais natural possível e foram analisadas segundo o protocolo do Perfil Funcional de Comunicação referente à quantidade de atos comunicativos, funções comunicativas e meio comunicativo. Já, na filmagem em situação dirigida (situação teste), foram analisadas a intenção comunicativa, a imitação gestual e vocal, o uso de objetos mediadores e jogos que envolviam combinações e símbolos.
Segundo Danielle, a proposta de o estudo ser longitudinal permitiu que os pacientes fossem avaliados num primeiro momento e acompanhados e reavaliados a cada três meses, nesse período de seis meses, a fim de poder verificar se houve evolução em relação a linguagem e no sociocognitivo.
ResultadosA pesquisa apontou que os adolescentes, quando estimulados, apresentam evolução tanto do número de atos comunicativos quanto na proporção de funções comunicativas interpessoais (relação com o outro). Também foi possível perceber que no desempenho sóciocognitivo na situação espontânea e a relação entre quanto maior número de características do espectro do autismo (maior pontuação no teste ABC), menores eram os escores no desempenho sociocognitivo.
Já as respostas de pais e terapeutas foram muito parecidas. Na escala de pontuação desenvolvida, o grupo demonstrou pior desenvolvimento em linguagem, desenvolvimento pessoal e social, o que determinou maior dificuldade de se relacionar com outras pessoas. A melhor pontuação ocorreu nas áreas sensoriais, de relacionamento, uso do corpo e uso de objetos para a comunicação. De acordo com a pesquisadora, “o melhor desempenho nestas áreas ocorreu devido ao trabalho regular e diário com os jovens dentro da Instituição”.
Ao comparar, Danielle percebeu melhora significativa dos atos comunicativos nos primeiros três meses da pesquisa. Ela diz que “houve tanto o aumento de habilidades quanto o melhor uso de gestos para a comunicação. Na terceira, não houve maior evolução, mas apenas manutenção do que já apreendido.”
“É interessante notar que na fase da adolescência há um aumento do interesse social em jovens com distúrbio do espectro do autismo. Porém, mesmo com a melhora de suas habilidades de linguagem, cognitivas e sociais, eles mantêm o padrão básico de comportamento: o isolamento”, descreve.
A autora também sugeriu que se proponham estudos semelhantes com um número maior de adolescentes para a ampliação dos dados e confirmar ou não os resultados encontrados.
A dissertação de mestrado Estudo longitudinal do perfil funcional da comunicação de adolescentes autistas, foi defendida em 2010, com orientação da professora Fernanda Dreux Miranda Fernandes.
Mais informações:danielledefense@usp.br"